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Lisboa, a mensagem dos gelados Olá

por destinospordescobrir, Terça-feira, 14.05.13

 

    Estas casinhas da Olá são de venda de gelados. Óptimos para serem saboreados em tardes encaloradas e dias cheios de sol como aqueles dias lindos de céu azul que dáo um encanto único a esta bela cidade de Lisboa, uma das mais bonitas cidades europeias.

 

 Ao encontrá-las, resolvi fotografar porque achei interessante a mensagem que cada um deles tem, em versos, na divulgação de um dos nossos  maiores vultos da poesia em língua portuguesa: Fernando Pessoa (1888-1935)

 

Os versos a darem mais encanto à nossa linda Lisboa.

 

Belém

 

 

O Infante

Deus quer, o homem sonha, a obra nasce.
Deus quis que a terra fosse toda uma,
Que o mar unisse, já não separasse.
Sagrou-te, e foste desvendando a espuma,

E a orla branca foi de ilha em continente,
Clareou, correndo, até ao fim do mundo,
E viu-se a terra inteira, de repente,
Surgir, redonda, do azul profundo.

Quem te sagrou criou-te português.
Do mar e nós em ti nos deu sinal.
Cumpriu-se o Mar, e o Império se desfez.
Senhor, falta cumprir-se Portugal!

da obra «Mensagem» de Fernando Pessoa - Mar Português

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Quem tem dois corações
Me faça presente de um
Que eu já fui dono de dois
E já não tenho nenhum

 

Dá-me beijos dá-me tantos
Que enleado em teus encantos
Preso nos abraços teus
Eu não sinta a própria vida
Nem minh'alma ave perdida
No azul amor dos teus céus

 

Botão de rosa menina
Carinhosa, pequenina
Corpinho de tentação
Vem morar na minha vida
Dá em ti terna guarida
Ao meu pobre coração.
Quando passo um dia inteiro
Sem ver o meu amorzinho
Cobre-me um frio de janeiro
No junho do meu carinho.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 Praça da Figueira

 

 

 Martim Moniz

 

 

 

 

Da Mais Alta Janela da Minha Casa

 

Da mais alta janela da minha casa
Com um lenço branco digo adeus
Aos meus versos que partem para a Humanidade.
E não estou alegre nem triste.
Esse é o destino dos versos.
Escrevi-os e devo mostrá-los a todos
Porque não posso fazer o contrário
Como a flor não pode esconder a cor,
Nem o rio esconder que corre,
Nem a árvore esconder que dá fruto.
Ei-los que vão já longe como que na diligência
E eu sem querer sinto pena
Como uma dor no corpo.
Quem sabe quem os terá?
Quem sabe a que mãos irão?
Flor, colheu-me o meu destino para os olhos.
Árvore, arrancaram-me os frutos para as bocas.
Rio, o destino da minha água era não ficar em mim.
Submeto-me e sinto-me quase alegre,
Quase alegre como quem se cansa de estar triste.
Ide, ide de mim!
Passa a árvore e fica dispersa pela Natureza.
Murcha a flor e o seu pó dura sempre.
Corre o rio e entra no mar e a sua água é sempre a que foi
sua.
Passo e fico, como o Universo.

Alberto Caeiro, in "O Guardador de Rebanhos - Poema XLVIII"
Heterónimo de Fernando Pessoa

 

 

 

 

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por destinospordescobrir às 22:40




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